Sexta, 17 de Abril de 2026
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CIDADE CONSUMIDOR PROTESTA

ENERGISA VOLTA A PROTESTAR CONTAS COM POUCOS DIAS DE ATRASO E GERA REVOLTA EM ALÉM PARAÍBA

A prática, embora legal, é apontada como arbitrária por consumidores e reforça a sensação de falta de critério e empatia da concessionária

17/04/2026 09h28
Por: Redação
ENERGISA VOLTA A PROTESTAR CONTAS COM POUCOS DIAS DE ATRASO E GERA REVOLTA EM ALÉM PARAÍBA

A atuação da Energisa em Além Paraíba voltou a ser alvo de duras críticas por parte da população. O motivo é a retomada — ou intensificação — dos protestos em cartório de contas de energia elétrica com poucos dias de atraso, prática que tem causado indignação e sentimento de impotência entre os consumidores.Moradores relatam que a concessionária tem levado faturas a protesto mesmo com atrasos mínimos, obrigando o cliente, além de quitar o débito, a arcar também com taxas cartorárias para retirada do protesto. Embora esses custos não sejam elevados individualmente, o transtorno e o constrangimento gerados têm sido amplamente criticados.

Um cliente, que preferiu não se identificar, contou à reportagem que teve sua conta protestada após poucos dias de atraso. Inconformado, procurou o escritório local da empresa em busca de esclarecimentos sobre os critérios adotados. Segundo ele, a resposta recebida foi surpreendente: não haveria um critério definido, e os protestos ocorreriam de forma aleatória.A informação reforça uma percepção já disseminada entre os consumidores. A reportagem de A Gazeta teve acesso a relatos de casos em que alguns usuários permanecem com contas em atraso por mais de um mês sem qualquer medida mais severa, enquanto outros são rapidamente encaminhados ao cartório por débitos recentes.

Do ponto de vista legal, a prática não configura irregularidade. A Energisa possui respaldo jurídico para protestar débitos mesmo com apenas um dia de atraso. No entanto, o que está em debate não é a legalidade, mas a forma como essa prerrogativa vem sendo utilizada.Para grande parte da população, a postura da empresa evidencia uma condução fria e impessoal da relação com seus clientes. Cresce o entendimento de que, nas cidades onde atua, a concessionária opera sem receio de questionamentos ou intervenções, reforçando a ideia de ausência de mecanismos eficazes de controle.

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A crítica central não está apenas no protesto em si, mas na ausência de transparência e uniformidade nos critérios adotados. A sensação de tratamento desigual e imprevisível amplia a insatisfação e desgasta ainda mais a imagem da empresa perante a comunidade.Em meio a esse cenário, consolida-se um sentimento já conhecido entre os além-paraibanos: para a concessionária, a relação com o consumidor se resume a números. Não há espaço para sensibilidade ou compreensão — apenas a lógica do negócio.

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