Durante muitos anos, a Festa de Maio foi muito mais do que um simples evento religioso em Além Paraíba. Realizada pela Paróquia de São José, na tradicional Praça Coronel Breves, próxima à Igreja Matriz, a quermesse representava um dos momentos mais aguardados do calendário local. Aos domingos à noite, a cidade ganhava um novo ritmo, marcado pela convivência, pela alegria e pelo encontro entre gerações.As noites frias de maio eram aquecidas pelo clima festivo que tomava conta da praça. Barracas típicas ofereciam comidas irresistíveis, enquanto o coreto se transformava em palco para apresentações de bandas de música que encantavam o público. Desfiles de moda, shows com artistas locais e diversas atrações completavam o cenário que reunia famílias inteiras em um ambiente seguro e acolhedor.
A Festa de Maio viveu, sem dúvida, seus dias de glória. Era um evento que mobilizava a comunidade desde muito antes de sua realização. A preparação envolvia o recolhimento de prendas, a organização de leilões e a dedicação de inúmeros voluntários que trabalhavam com entusiasmo para que tudo acontecesse da melhor forma possível.Entretanto, com o passar dos anos, sinais de mudança começaram a surgir. Mesmo antes da pandemia de COVID-19, já era possível perceber um esvaziamento gradual do público e uma diminuição no engajamento da comunidade. A falta de voluntários passou a ser um dos principais desafios enfrentados pela organização, dificultando desde a preparação até a execução do evento.
Outro fator relevante foi a decisão da Igreja de não permitir a venda de bebidas alcoólicas, por se tratar de uma festa de caráter essencialmente católico. Trata-se de uma escolha coerente com os valores religiosos, mas que também impactou, de certa forma, o perfil do público frequentador.No entanto, a principal razão para o fim da Festa de Maio parece estar ligada a uma transformação mais profunda: a mudança de comportamento das novas gerações. Com o avanço da tecnologia e o surgimento de novas formas de entretenimento, muitos jovens passaram a preferir atividades individuais, como o uso de videogames, computadores e smart TVs, deixando de valorizar eventos comunitários tradicionais.
Essa mudança cultural contribuiu diretamente para o enfraquecimento de uma festa que, por décadas, foi símbolo de união e convivência social. O que antes era ponto de encontro obrigatório passou a ser, aos poucos, deixado de lado.Hoje, o que resta da Festa de Maio vive na lembrança daqueles que tiveram o privilégio de participar de suas noites mais marcantes. Memórias de filas longas para comprar os famosos salgadinhos, risadas compartilhadas e músicas que ecoavam pelo coreto ainda resistem no imaginário coletivo.Atualmente, a Paróquia de São José mantém viva uma pequena parte dessa tradição ao montar barracas no entorno da Igreja Matriz, onde ainda são vendidos os inigualáveis salgadinhos que fizeram história.
Na Praça Coronel Breves, por sua vez, apenas a tradicional barraca de cocada permanece durante o mês de maio, como um símbolo silencioso de um tempo que já passou.Mais do que o fim de uma festa, o desaparecimento da Festa de Maio representa uma mudança no modo de viver da cidade. Uma transformação que reflete novos hábitos, novas prioridades e uma nova forma de se relacionar com o tempo e com a comunidade.E assim, entre lembranças e saudades, permanecem vivas na memória de Além Paraíba aquelas noites de domingo que, para muitos, foram simplesmente inesquecíveis — e que hoje fazem falta, deixando a praça um pouco mais vazia e os corações um pouco mais nostálgicos.
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