Um jovem de 23 anos, natural de Além Paraíba (MG), que pediu para não ter o nome divulgado, decidiu relatar o drama vivido durante os anos de 2024 e 2025, quando se tornou vítima de um vício incontrolável em apostas e jogos eletrônicos de azar, como o popular “tigrinho”, roletas virtuais e outras plataformas semelhantes que se multiplicam nas redes sociais.Segundo ele, tudo começou aparentemente de forma inocente, com pequenas apostas em aplicativos amplamente divulgados na internet. As plataformas são promovidas por meio de anúncios pagos nas redes sociais, muitas vezes acompanhados de promessas de ganhos rápidos e fáceis — promessas que, segundo o jovem, não passam de ilusões cuidadosamente construídas para atrair novos jogadores.
Especialistas alertam que esse tipo de jogo utiliza mecanismos psicológicos semelhantes aos de outros vícios, criando uma sensação inicial de recompensa que leva o usuário a continuar apostando. Em muitos casos, dizem os profissionais, o comportamento compulsivo pode surgir em poucos dias.“No começo parece que você vai ganhar sempre. Eles deixam você acreditar nisso”, relatou o jovem. “Mas em pouco tempo a pessoa percebe que está perdendo muito mais do que ganha.”
De acordo com especialistas em comportamento e dependência, cassinos — sejam físicos ou virtuais — não são estruturados para premiar continuamente os jogadores, mas sim para gerar lucro aos seus proprietários. Eventuais prêmios funcionam como uma espécie de estratégia para manter a ilusão de ganho e estimular novas apostas.No caso do jovem além-paraibano, o vício rapidamente saiu do controle. Ele relata que chegou ao ponto de gastar todo o salário no mesmo dia em que o recebia, apenas para continuar apostando.Com o passar dos meses, a situação se agravou. Para continuar jogando, ele passou a pedir dinheiro emprestado, além de vender eletrodomésticos e móveis da própria casa. As dificuldades financeiras começaram a afetar diretamente a família.
Entre as consequências mais dolorosas, ele lembra que chegou a atrasar a mensalidade escolar do próprio filho, situação que aumentou ainda mais o sentimento de culpa. O casamento também não resistiu à crise e acabou se desestruturando diante do impacto financeiro e emocional causado pelo vício.“Eu percebi que não tinha mais controle sobre mim mesmo”, afirmou.Diante do quadro, o jovem decidiu buscar ajuda profissional. Procurou acompanhamento psicológico e também atendimento psiquiátrico, iniciando um processo de recuperação que ainda está em andamento.
Desde novembro do ano passado, ele afirma que não voltou a apostar, embora reconheça que a luta contra o impulso ainda é diária.“Hoje eu consigo controlar, mas sei que preciso continuar vigilante”, disse. Especialistas alertam que o vício em apostas eletrônicas e jogos de azar online vem crescendo de forma preocupante, especialmente entre jovens adultos que têm fácil acesso a aplicativos e plataformas digitais.Os médicos também chamam atenção para um aspecto que muitas vezes passa despercebido: o hábito precoce de jogos eletrônicos que recompensam constantemente os usuários.Segundo especialistas, jogos infantis de celular que premiam com estrelas, pontos ou outras recompensas virtuais podem estimular mecanismos psicológicos semelhantes aos utilizados em apostas, criando desde cedo uma relação com o prazer da recompensa imediata.O risco, afirmam os profissionais, é que na adolescência esses jovens passem a buscar recompensas mais intensas, migrando rapidamente para plataformas de apostas e cassinos eletrônicos, onde a promessa de ganhos em dinheiro funciona como forte estímulo.
Para o jovem além-paraibano, compartilhar sua história é uma forma de alertar outras pessoas.“Se alguém puder evitar passar pelo que eu passei, já vale a pena contar”, afirmou.Enquanto segue em recuperação, ele deixa um conselho simples, mas direto: “A pessoa acha que está controlando o jogo, mas na verdade é o jogo que está controlando a pessoa.”
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