Três clubes tradicionais de Além Paraíba — o Esporte Clube São José, localizado na Ilha do Recreio; o Clube Comercial, na Vila Laroca; e o Grêmio Recreativo Ferroviário Quadra da Rede — atravessam um momento delicado que levanta questionamentos sobre gestão, finalidade e transparência.
Essas entidades marcaram época como palcos de grandes eventos, bailes e festas que ajudaram a construir a memória social e cultural da cidade. Instalados em áreas privilegiadas, muitos deles erguidos em terrenos doados, os clubes nasceram com vocação associativa e comunitária. Com o passar do tempo, porém, relatos apontam que teriam se transformado, gradualmente, em estruturas de controle restrito, distantes dos associados e de seus objetivos originais.
Segundo informações obtidas pelo Jornal A Gazeta, não há registros públicos recentes de eleições ou assembleias, os associados não são convocados, não pagam mensalidades e não têm clareza sobre quem dirige formalmente essas instituições. Um advogado ouvido pela reportagem, sob condição de sigilo, avalia que esse cenário pode configurar uma estratégia de esvaziamento associativo: sem cobrança regular e sem participação, associados perderiam, ao longo do tempo, seus vínculos, amparados por estatutos frágeis ou desatualizados.
Ainda de acordo com os relatos, os espaços estariam sendo utilizados para finalidades diversas daquelas para as quais foram criados, enquanto os prédios apresentam estado precário de conservação — um contraste com a valorização imobiliária das áreas onde se situam. A preocupação expressa é que, no futuro, esses imóveis venham a integrar espólios privados, distanciando-se definitivamente do interesse coletivo que justificou sua origem.
Diante da relevância histórica dessas entidades e do impacto social de sua descaracterização, o Jornal A Gazeta informa que vai se dedicar a investigar os fatos: a situação jurídica dos clubes, a validade de seus estatutos, a existência (ou não) de governança regular e os motivos pelos quais clubes tão emblemáticos teriam se tornado, na prática, “casas particulares”, dirigidas por instâncias pouco conhecidas e com intenções que aparentam não ser associativas.
A apuração seguirá critérios jornalísticos, ouvindo todas as partes envolvidas, com o compromisso de esclarecer à população o que ocorreu com instituições que já foram símbolos de convivência, cultura e pertencimento em Além Paraíba.
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