A baixa cobertura vacinal contra o sarampo acendeu um sinal de alerta entre as autoridades sanitárias brasileiras. Nenhum estado do país alcança a meta de 95% de imunização com duas doses da vacina tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola. A cobertura nacional está abaixo de 80%, índice considerado insuficiente para impedir a circulação do vírus e evitar novos surtos. A preocupação aumenta diante do crescimento dos casos de sarampo em países das Américas, onde milhares de infecções e mortes têm sido registradas.
Altamente contagiosa, a doença é transmitida pelo ar, por meio de partículas respiratórias eliminadas por pessoas infectadas, e pode provocar complicações graves, especialmente em crianças pequenas e indivíduos com baixa imunidade. Entre os principais sintomas estão febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas avermelhadas pelo corpo. Especialistas alertam que a circulação internacional de pessoas, associada à baixa vacinação, aumenta o risco de reintrodução e disseminação do vírus no território brasileiro.
O Ministério da Saúde recomenda que pais e responsáveis verifiquem a situação vacinal das crianças e que adolescentes e adultos também mantenham suas doses atualizadas, conforme as orientações do Programa Nacional de Imunizações. A vacina é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A principal estratégia para impedir novos surtos continua sendo a vacinação, considerada segura, eficaz e fundamental para a proteção coletiva.