Eduardo, morador da Grota buscou a reportagem de A Gazeta para contar uma história trágica e absurda. Segundo ele, sua sogra, uma idosa que se aproxima dos 100 anos entrou em um quadro de insuficiência cardíaca. Com falta de ar e em sofrimento, os familiares chamaram um médico para uma consulta à domicílio. O profissional alertou que o caso era de urgente internação hospitalar e que o transporte deveria ser feito por ambulância dada a gravidade do caso.
Os familiares acionaram o SAMU pelo telefone. Após as longas perguntas, praticamente uma entrevista, o atendente do SAMU solicitou falar com o Médico que se encontrava no local. Ao atender o explicar a gravidade da situação, o SAMU resolveu que era de fato caso de transporte por ambulância informando que despacharia a ambulância para levar a paciente. O funcionário avisou que em 20 minutos a ambulância estaria no local.
Passado mais de 20 minutos, sem a chegada da ambulância, uma vizinha de nome Edna ligou novamente para o SAMU que descaradamente informou que a ambulância já havia saído e estava a caminho; mais espera. Passado mais tempo, com a paciente em sofrimento respiratório uma nova ligação foi feita para o SAMU quando o atendente informou que haveria uma demora muito maior pois a ambulância havia se deslocado para Leopoldina para “buscar um técnico.”. Imagina-se que o técnico more em Leopoldina e trabalhe aqui ou não se encontrava na cidade. Por certo deve ser um técnico muito importante que seja necessário buscá-lo em outra cidade, usando a única ambulância destinada ao socorro de quem necessita de atendimento.
Chega a ser cômico se não fosse na verdade trágico. O SAMU em Além Paraíba é constantemente alvo de críticas da população já que presta um serviço capenga, sem comprometimento e sem compreensão da palavra urgência. A Câmara Municipal e a Prefeitura seguirão silenciosos ante a tantos desmandos e ineficiência. Pobre de quem necessita do SAMU em Além Paraíba.