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RIO DE JANEIRO REGISTRA AUMENTO DE CASOS DE MPOX E RECEBE REFORÇO DE VACINAS

Estado já contabiliza 269 casos confirmados em 2026, mais que o dobro de todo o ano passado.
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O Rio de Janeiro enfrenta um aumento expressivo de casos de Mpox, doença viral anteriormente conhecida como varíola dos macacos. Segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde, até 3 de novembro de 2026 foram confirmados 269 casos em território fluminense, contra 119 registrados durante todo o ano de 2025. Apesar do crescimento, não há mortes pela doença neste ano. Na capital, o painel epidemiológico municipal contabilizou 196 casos confirmados até 3 de novembro, também acima dos 94 registrados em todo o ano passado. O aumento da circulação do vírus levou as autoridades sanitárias a intensificar a vigilância epidemiológica.

No dia 4 de novembro, o Ministério da Saúde anunciou o envio de mais 2 mil doses de vacinas ao estado, elevando para 3,5 mil o total de doses destinadas ao Rio de Janeiro em 2026. A distribuição aos municípios será coordenada pela Secretaria Estadual de Saúde. A vacinação pelo SUS é direcionada prioritariamente a pessoas vivendo com HIV/Aids com imunodeficiência grave, profissionais de laboratório que trabalham com o vírus e pessoas que tiveram contato de médio ou alto risco com casos suspeitos ou confirmados. A Mpox é transmitida principalmente pelo contato direto com lesões na pele, feridas, secreções e fluidos corporais de pessoas infectadas. O contágio também pode ocorrer pelo compartilhamento de roupas, toalhas, lençóis e outros objetos contaminados, além do contato próximo e prolongado com secreções respiratórias.

Entre os principais sintomas estão febre, dor de cabeça, dores musculares, cansaço, aumento dos gânglios linfáticos e lesões que podem aparecer no rosto, mãos, boca e regiões genital e anal. A orientação das autoridades é procurar atendimento médico diante de sintomas suspeitos, evitar contato físico próximo com outras pessoas e não compartilhar objetos pessoais. Pessoas infectadas devem permanecer em isolamento até que todas as lesões estejam completamente cicatrizadas e uma nova camada de pele tenha se formado. A maioria dos pacientes apresenta evolução leve ou moderada, mas pessoas imunocomprometidas podem desenvolver complicações graves. As autoridades recomendam atenção, prevenção e diagnóstico precoce, sem motivo para pânico, mas com cuidados redobrados diante do crescimento das notificações.