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PREVENÇÃO CONTRA O HIV: PREP É IMPORTANTE, MAS NÃO SUBSTITUI OUTROS CUIDADOS

Medicamento distribuído pelo SUS reduz o risco de infecção pelo vírus da AIDS, porém não protege contra outras doenças sexualmente transmissíveis
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A Profilaxia Pré-Exposição ao HIV, mais conhecida pela sigla PREP, representa uma das mais importantes conquistas da medicina no combate à disseminação do vírus da AIDS. Disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a estratégia consiste no uso diário de medicamentos antirretrovirais por pessoas que apresentam maior risco de exposição ao HIV.Quando utilizada corretamente, a PREP oferece uma proteção extremamente elevada, reduzindo em praticamente 100% as chances de infecção pelo vírus HIV em casos de exposição. O método tem contribuído significativamente para diminuir o número de novos casos de AIDS em diversos países, incluindo o Brasil, tornando-se uma poderosa ferramenta de saúde pública.

No entanto, especialistas alertam para um aspecto preocupante: muitas pessoas que fazem uso da PREP acabam desenvolvendo uma falsa sensação de segurança absoluta, deixando de adotar outras medidas de proteção, especialmente o uso de preservativos.É importante destacar que a PREP protege exclusivamente contra o HIV, não oferecendo qualquer proteção contra outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), como sífilis, gonorreia, clamídia, herpes genital, hepatites virais e infecção pelo HPV, entre outras doenças.

Embora muitas dessas enfermidades possuam tratamento e, em alguns casos, cura, diversas delas podem exigir terapias prolongadas, causar complicações graves, deixar sequelas permanentes e, sobretudo, continuar sendo transmitidas a outras pessoas, contribuindo para a manutenção das cadeias de contágio.A sífilis, por exemplo, se não diagnosticada e tratada adequadamente, pode atingir órgãos importantes, provocar danos neurológicos e cardiovasculares e até ser transmitida da mãe para o bebê durante a gestação. Outras ISTs também podem gerar infertilidade, dores crônicas e aumento do risco de outras infecções.

Dessa forma, médicos e autoridades sanitárias reforçam que a PREP deve ser encarada como uma ferramenta complementar de prevenção e não como substituta do sexo seguro. O acompanhamento médico regular, a realização periódica de exames e o uso de preservativos continuam sendo medidas fundamentais para a proteção integral da saúde sexual.A combinação entre informação, responsabilidade e prevenção continua sendo a melhor forma de combater não apenas o HIV, mas todas as doenças sexualmente transmissíveis, preservando a saúde individual e coletiva.