Um fonte da Prefeitura Municipal de Além Paraíba sob a condição de sigilo afirmou que aquele que pensa que é o Estado de Minas Gerais que mantem o SAMU em funcionamento em Além Paraíba está redondamente enganado. O Estado de Minas e a União entram com a menor parte que são ambulâncias, alguns insumos mas quem paga mesmo para o SAMU funcionar na cidade são os Municípios que fizeram um consórcio chamado CIDESTE. Cada cidade que integra este consórcio paga um alto valor mensal para bancar as despesas do SAMU e mantê-lo em funcionamento.
Um contrato de rateio é assinado entre as Prefeituras há muitos anos e em várias administrações desde que o SAMU veio para a região. Além Paraíba por exemplo paga anualmente R$ 263.197,20 mil Reais para o SAMU em parcelas mensais de R$21.933,10. É a Prefeitura também que construiu a sede do SAMU em São José e custeia sua manutenção; Esta modalidade é usada em várias cidades que integram o consórcio.
Enquanto o município de Além Paraíba paga quase 1/4 de milhão de Reais as reclamações pipocam sem parar. A qualidade do serviço (não dos funcionários) é péssima. Atendimentos demorados, ambulância sem médico apenas com enfermeiro, deslocamento de ambulância para outras cidades, perguntas técnicas intermináveis pelo despacho de ambulância antes de despachar o veículo para o socorro são apenas alguns exemplos.
Nas últimas semanas, um mototaxista e um passageiro que se acidentaram no Sítio Branco aguardaram 3 horas pelo socorro enquanto uma quase centenária senhora agonizava em casa com insuficiência respiratória enquanto seus familiares ouviam do SAMU que a ambulância teria ido a Leopoldina “apanhar” um técnico. É um desmando, dinheiro público jogado pelo ralo.
A população deposita agora toda sua confiança na Comissão de Saúde da Câmara Municipal que convidou os “chefes” do (des) serviço para se explicarem no Legislativo.