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CIDADE APELO DE PACIENTES

PACIENTES RENAIS CRÔNICOS PROCURAM RADIALISTA EM PROGRAMA DE RÁDIO PARA RECLAMAR DAS CONDIÇÕES DO TRANSPORTE PARA HEMODIÁLISE

Dauro Machado entrevistou dois pacientes que afirmaram que estão sendo levados para diálise em van se climatização, velha e que quebra recentemente

18/03/2026 08h16 Atualizada há 2 horas
Por: Redação
Pacientes procuraram o Jornalista Dauro Machado na Rádio CPN para denunciar a precariedade do transporte que leva os renais crônicos para Diálise
Pacientes procuraram o Jornalista Dauro Machado na Rádio CPN para denunciar a precariedade do transporte que leva os renais crônicos para Diálise

Dois pacientes portadores de insuficiência renal crônica, acompanhados por relatos semelhantes de cerca de 30 além-paraibanos, procuraram o jornalista Dauro Machado e fizeram duras declarações durante seu programa na rádio CPN 100,9 FM, na manhã do dia 17 de março. Os depoimentos trouxeram à tona uma realidade preocupante vivida por aqueles que dependem da hemodiálise para sobreviver. Segundo os pacientes, o transporte oferecido pela Prefeitura de Além Paraíba, responsável por levá-los até a clínica em Leopoldina, encontra-se em condições precárias, colocando em risco ainda maior a saúde já fragilizada desses cidadãos.De acordo com os relatos, a van utilizada no transporte apresenta sérios problemas de conservação, incluindo ausência de ar-condicionado, assentos soltos e falhas mecânicas frequentes. Cerca de 15 pacientes realizam o trajeto diariamente, divididos em dois grupos: um que viaja às segundas, quartas e sextas-feiras, e outro às terças, quintas e sábados. O tratamento de hemodiálise, por si só, já é extremamente desgastante, exigindo cerca de quatro horas por sessão, três vezes por semana, período em que o sangue é retirado, filtrado e reinserido no organismo. Ao final do procedimento, muitos pacientes apresentam pressão baixa, fadiga intensa e outras complicações, o que torna o retorno para casa ainda mais delicado.

Os pacientes relataram situações alarmantes, como a ocorrência recente em que a van não conseguiu subir o Morro dos Cabritos, tendo descido de ré e precisado ser rebocada. Episódios como esse aumentam o medo e a insegurança de quem depende exclusivamente desse transporte para continuar vivendo, já que a interrupção do tratamento pode levar rapidamente ao óbito. Ainda segundo os entrevistados, existe uma van nova disponível para o serviço, porém o veículo estaria parado por depender exclusivamente de um motorista específico da Prefeitura, atualmente em período de férias.Durante o programa, um dos pacientes não conteve a emoção ao relatar o sofrimento causado pela doença e pelas dificuldades enfrentadas diariamente. Ele destacou que o transplante renal é a única alternativa definitiva, mas reconheceu que se trata de um processo difícil e demorado no Brasil. Enquanto isso, pacientes continuam enfrentando longas viagens pela perigosa estrada até Leopoldina, muitas vezes sendo obrigados a aguardar no acostamento devido a falhas mecânicas do veículo.

A situação se agrava diante da informação de que o Governo do Estado de Minas Gerais já teria empenhado recursos para a construção de um centro de hemodiálise em Além Paraíba. No entanto, a obra ainda não saiu do papel, obrigando os pacientes a se deslocarem por quilômetros em condições adversas. A falta de estrutura local amplia o sofrimento e evidencia a urgência de soluções efetivas para atender essa demanda essencial de saúde pública.Outro ponto destacado pelos pacientes foi a dificuldade de diálogo com autoridades de saúde do município. Segundo eles, tentativas de contato não têm tido retorno satisfatório, o que aumenta a sensação de abandono. Diante disso, o jornalista Dauro Machado orientou os pacientes a formarem uma comissão representativa para buscar diretamente o prefeito de Além Paraíba, Dr. Paulo, reconhecido por sua sensibilidade em questões sociais, na expectativa de que providências possam ser tomadas com urgência.

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O caso expõe não apenas a precariedade do transporte, mas também a fragilidade de uma rede de apoio essencial para pacientes que lutam diariamente pela vida. A esperança agora recai sobre a mobilização dos próprios pacientes e a resposta das autoridades, para que medidas concretas sejam adotadas e o direito a um tratamento digno seja garantido a todos.

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