O Cristo Redentor, um dos monumentos mais conhecidos do mundo e um dos maiores símbolos da identidade brasileira, completa 95 anos de sua inauguração no próximo dia 12 de outubro, data em que a Igreja Católica celebra Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil. Para marcar a importante ocasião, o Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, celebrará Missa Solene em ação de graças, reunindo fiéis e devotos em uma homenagem à história, à fé e à importância espiritual do monumento.
A história do Cristo Redentor começou a ganhar forma ainda no século XIX, quando surgiram propostas para a construção de um monumento religioso no alto do Corcovado, mas o projeto somente avançou efetivamente no século XX. A iniciativa foi retomada em 1921, com a organização de uma campanha para arrecadar recursos destinados à construção da estátua. O engenheiro brasileiro Heitor da Silva Costa foi responsável pelo projeto, enquanto o escultor francês Paul Landowski participou da elaboração da escultura e o artista romeno Gheorghe Leonida trabalhou na concepção do rosto. A construção mobilizou profissionais brasileiros e estrangeiros, exigiu soluções de engenharia para o transporte dos materiais até o alto da montanha e utilizou concreto armado revestido de pedra-sabão, escolhida por sua resistência e facilidade de acabamento.
Após anos de trabalho, o monumento foi inaugurado oficialmente em 12 de outubro de 1931, tornando-se uma referência da paisagem carioca e da religiosidade nacional. Com aproximadamente 38 metros de altura, incluindo o pedestal, o Cristo Redentor representa a imagem de Jesus Cristo de braços abertos sobre a cidade, transmitindo uma mensagem de acolhimento, paz e esperança. Ao longo das décadas, o monumento consolidou-se também como uma das principais atrações turísticas do Brasil, recebendo visitantes de diferentes países e sendo reconhecido internacionalmente como uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo. A comemoração dos 95 anos representa, portanto, muito mais do que o aniversário de uma obra arquitetônica: constitui uma oportunidade de renovar a devoção, valorizar a história e recordar a importância do Cristo Redentor como símbolo de fé, fraternidade e união entre os povos.