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CASOS GRAVES DE INFLUENZA DOBRAM NO BRASIL E QUEM DEVE TOMAR O ANTIVIRAL TAMIFLU

Alta nas internações preocupa autoridades de saúde e reforça alerta sobre uso correto do Tamiflu.
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O avanço dos casos graves de Influenza no Brasil em 2026 acendeu um sinal de alerta entre especialistas e autoridades sanitárias. Dados recentes mostram aumento expressivo das internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associada ao vírus da gripe, especialmente entre idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com doenças crônicas. Em algumas regiões do país, os registros de casos graves praticamente dobraram em relação ao mesmo período do ano passado.Com a circulação intensa dos vírus Influenza A e Influenza B antes mesmo do inverno, cresce também a procura pelo antiviral Oseltamivir, conhecido comercialmente como Tamiflu. O medicamento, no entanto, não deve ser utilizado indiscriminadamente nem como automedicação.

Segundo o Ministério da Saúde, o Tamiflu é indicado principalmente para pacientes com risco de agravamento e para casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, mesmo antes da confirmação laboratorial da Influenza. O tratamento deve ser iniciado preferencialmente nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas, período em que a eficácia do antiviral é maior.Especialistas explicam que o medicamento atua impedindo a multiplicação do vírus no organismo, reduzindo o tempo da doença e, sobretudo, o risco de complicações como pneumonia, insuficiência respiratória e necessidade de internação hospitalar. Após 48 horas do início dos sintomas, o antiviral ainda pode trazer benefícios em pacientes graves ou pertencentes aos grupos de risco, embora sua eficácia seja reduzida.

Entre os grupos considerados prioritários para o uso do Oseltamivir estão idosos acima de 60 anos, crianças menores de 5 anos, gestantes, puérperas, imunossuprimidos, pacientes com doenças cardíacas, pulmonares, diabetes, obesidade grave e pessoas com doenças neurológicas ou renais crônicas.As autoridades de saúde reforçam que o antiviral não substitui a vacinação contra a gripe, considerada a principal forma de prevenção. A vacina de 2026 foi atualizada para proteger contra as cepas com maior circulação prevista neste ano e continua sendo recomendada especialmente para os grupos vulneráveis.

Médicos também alertam para os sinais de gravidade que exigem atendimento imediato, como falta de ar, febre persistente, queda da saturação, confusão mental, dores no peito e piora rápida do estado geral. Nesses casos, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde.Além da vacinação, especialistas recomendam medidas preventivas já conhecidas, como higienização frequente das mãos, evitar ambientes fechados e aglomerações quando houver sintomas gripais, uso de máscara em casos suspeitos e manutenção da hidratação adequada.O Ministério da Saúde informou que os estoques de Oseltamivir estão sendo monitorados e distribuídos aos estados para garantir o abastecimento da rede pública durante o período de maior circulação do vírus.