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APÓS DÉCADAS, ESTAÇÃO PASSA PELA MAIOR INTERVENÇÃO DE PRESERVAÇÃO DE SUA HISTÓRIA

Obra está sendo feita através de emenda parlamentar e contrapartida da Prefeitura
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Um dos mais importantes patrimônios históricos de Além Paraíba está prestes a viver um novo capítulo de sua trajetória. O Museu de História e Ciências Naturais dará início, nos próximos dias, àquela que é considerada sua mais importante intervenção de preservação dos últimos anos: a recuperação integral do telhado da histórica Estação Ferroviária de Porto Novo.

A obra está sendo executada em parceria com a Prefeitura Municipal de Além Paraíba, desde o último dia 08/06/2026, utilizando recursos do Ministério do Turismo viabilizados por meio de emenda parlamentar do deputado federal Rogério Correia (PT/MG) e recursos do município de Além Paraíba, através de parceria com o Prefeito Dr. Paulo Henrique Marinho Goldstein. O investimento permitirá a realização de uma ampla intervenção estrutural destinada a garantir a conservação do imóvel e sua utilização pelas futuras gerações, com foco no turismo ferroviário.

Construída em 1871 e reconhecida como um dos principais marcos da história ferroviária da região, a Estação de Porto Novo abriga atualmente o Museu de História e Ciências Naturais, além de diversas atividades culturais, educativas e turísticas desenvolvidas ao longo do ano.O projeto prevê a substituição completa do engradamento do telhado, a instalação de novo forro, a execução de sistemas de proteção contra infiltrações e goteiras e a colocação de novas telhas em toda a extensão da cobertura. Uma das principais mudanças será a substituição dos dois conjuntos de telhas existentes por um único conjunto contínuo de telhas portuguesas, solução que proporcionará maior proteção à edificação e melhor integração arquitetônica ao conjunto histórico. Além de representar um belo visual à construção.

Segundo a direção do museu, a recuperação da cobertura é considerada fundamental para assegurar a preservação do prédio, uma vez que os problemas provocados pelo desgaste natural da estrutura vêm se acumulando ao longo das décadas.

Além da recuperação do telhado, o projeto contempla a pintura completa da estação, a substituição de quatro conjuntos de janelas e a revitalização de diversos elementos arquitetônicos do imóvel, contribuindo para a valorização de um dos mais significativos patrimônios culturais do município.A intervenção vem sendo acompanhada tecnicamente pelo Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Além Paraíba e pelo Conselho Municipal de Turismo, garantindo que todas as etapas sejam executadas em conformidade com os critérios de preservação histórica e arquitetônica exigidos para um bem de reconhecido valor cultural.

Por se tratar de um imóvel pertencente à União e localizado em área ferroviária, a obra passou por um amplo processo de análise e autorização. O projeto recebeu parecer favorável do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural, da concessionária VLI, responsável pela operação ferroviária no trecho, e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT Ferroviário), órgão vinculado ao Ministério dos Transportes e responsável pela gestão dos bens ferroviários da União.A expectativa é que os trabalhos tenham duração aproximada de quatro meses, período em que parte das atividades do museu poderá sofrer adequações temporárias para garantir a segurança dos visitantes e das equipes envolvidas. Internamente também estamos trabalhando para entregar um museu acessível a todos sem distinção.

Para os responsáveis pelo projeto, a intervenção representa muito mais do que uma simples obra de manutenção. Trata-se de um importante investimento na preservação da memória ferroviária brasileira, na valorização do patrimônio histórico de Além Paraíba e no fortalecimento das ações culturais e turísticas desenvolvidas no município.Quando concluída, a recuperação devolverá à Estação Ferroviária de Porto Novo parte significativa de sua imponência arquitetônica, reafirmando seu papel como espaço de memória, educação, cultura e identidade para toda a região.

A obra marca um momento histórico para o museu e para a cidade, demonstrando que a preservação do patrimônio cultural continua sendo uma responsabilidade compartilhada entre poder público, instituições culturais e comunidade, garantindo que a história permaneça viva para as futuras gerações.