A montagem do futuro secretariado de Minas Gerais já movimenta os bastidores políticos do estado. O governador eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos), que assumirá o Palácio Tiradentes em janeiro de 2027, vem conversando com lideranças partidárias, empresários e profissionais com experiência na administração pública para formar sua equipe. Entre os nomes de maior destaque está o economista Thiago Toscano, ex-presidente da Codemig e da Codemge, que deverá comandar uma supersecretaria responsável por áreas relacionadas ao desenvolvimento econômico, gestão, novos negócios e atração de investimentos. Outro nome de peso é o do vice-governador eleito Luís Eduardo Falcão (Republicanos), que deverá exercer uma função executiva no governo, embora a pasta ainda não esteja definida. O empresário Vittorio Medioli (PL), ex-prefeito de Betim e deputado estadual eleito, também está entre os nomes mais fortes. Segundo informações da imprensa mineira, ele foi convidado para assumir a Secretaria de Estado de Planejamento.
Na área da Educação, o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte e ex-candidato ao governo, Gabriel Azevedo (MDB), aparece entre os principais nomes, embora também seja considerada a possibilidade de uma servidora de carreira, Girlaine Figueiró Oliveira, presidente do Conselho Estadual de Educação. Para a articulação política, o deputado estadual Cássio Soares (PSD), presidente estadual do partido, está cotado para assumir a Secretaria de Governo ou a Casa Civil. Ele disputou uma vaga na Câmara Federal e recebeu 100.410 votos, ficando como primeiro suplente. Na Saúde, o médico Bernardo Guimarães aparece entre os nomes sondados. Para a Secretaria da Fazenda, o economista Bruno Westin, servidor de carreira do Tesouro Nacional e ex-secretário adjunto de Fazenda de Minas, é apontado como uma possibilidade. Na Cultura e Turismo, o ex-prefeito de Conceição do Mato Dentro, José Fernando Aparecido de Oliveira, conhecido como Zé Fernando, também foi citado nas articulações. O presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, que disputou o governo estadual em 2026, recebeu convite para integrar a administração. Outro nome mencionado é o de Fabrício Galvão, diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Já o ex-secretário estadual Otto Levy foi convidado para assumir a presidência da Cemig, empresa que não integra a estrutura das secretarias estaduais. Apesar das movimentações, boa parte das indicações ainda depende de conversas e decisões do governador eleito. A transição também discute uma possível reforma administrativa, diante do déficit projetado de R$ 10,5 bilhões para 2027 e da dívida estadual próxima de R$ 188 bilhões com a União. A expectativa é que a definição dos principais cargos aconteça gradualmente nas próximas semanas, revelando a composição política e técnica que Cleitinho pretende imprimir à sua administração.