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AUTORIDADES DO MUNICÍPIO PRECISAM SE SENSIBILIZAR COM FAMILIARES DOS PRESOS DE ALÉM PARAÍBA

Com a possível transferência de presos para outras cidades, familiares estão em pânico por não poderem visitar e dar assistência
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É claro que nem o Prefeito de Além Paraíba nem os Vereadores tem qualquer poder para interferir ou modificar questões sobre o Presídio de Além Paraíba. A Unidade está em interdição parcial em razão de uma liminar concedida em Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público local. No momento somente presos da Comarca de Além Paraíba e de Pirapetinga podem ser admitidos na unidade prisional. Em 90 dias, permanecendo o Presídio sem reforma ou sem anúncio de uma reforma, permanecendo o presídio um local insalubre, super lotado e com poucos agentes para vigilância, o Estado por força da liminar terá de transferir os presos condenados definitivamente para outras unidades prisionais de Minas Gerais.

Os familiares dos presos estão em pânico. A maioria tem poucos recursos financeiros e não poderá se deslocar em viagens para visitar ou dar assistência aos custodiados. É preciso no entanto que as autoridades do Município busquem soluções para o problema. O período é ruim, já que o Estado está em transição de Governo e uma nova administração assume no início do ano mas o prazo termina em novembro e a multa a ser cobrado ao Estado de Minas,  caso os presos definitivamente condenados não sejam transferidos, pode chegar a 10 milhões de Reais.

É preciso tentar se encontrar soluções, avaliar possível parceria com o Governo Estadual para uma reforma emergencial do Presídio ou até mesmo criar um programa municipal para dar aos familiares dos presos transporte e alimentação para que possam ser levados ao presídio onde seus familiares estiverem cumprindo penas. Outra medida interessante seria um acordo com a gestão penitenciária Estadual para que os presos de Além Paraíba fossem transferidos para unidades prisionais próximas, como por exemplo Leopoldina. O que não deve acontecer é virar as costas a estas pessoas que tem seus familiares presos e que tem o direito de visitá-los e dar-lhes assistência.