O sistema eletrônico de votação brasileiro é apontado pelo próprio Tribunal Superior Eleitoral como referência mundial em razão dos mecanismos de segurança, transparência e agilidade utilizados no processo eleitoral. A urna eletrônica brasileira começou a ser utilizada em 1996 e, desde 2000, as eleições passaram a ser totalmente informatizadas. Um dos principais pontos do sistema é o sigilo do voto, garantido pela Constituição e protegido por diferentes mecanismos tecnológicos. A urna eletrônica não é conectada à internet durante a votação. O equipamento também não possui conexão com Wi-Fi, Bluetooth, rede de telefonia ou qualquer outra rede externa de comunicação. Por essa razão, não existe uma conexão direta da urna com a internet ou com uma VPN durante o processo de votação. Antes do início da votação, a Justiça Eleitoral realiza procedimentos de verificação e a urna emite a chamada zerésima. A zerésima demonstra que não existe voto registrado na urna antes do início da votação. Nas Eleições 2026, a instalação da seção ocorre antes das 8h e a votação começa às 8h, no horário de Brasília. Durante todo o período de votação, os votos são registrados de maneira eletrônica e preservados por mecanismos de segurança.
O eleitor não consegue identificar posteriormente qual pessoa votou em determinado candidato. Isso ocorre porque o sistema foi desenvolvido para preservar o anonimato do voto. Ao final da votação, a urna emite o Boletim de Urna. O Boletim de Urna apresenta a quantidade de votos atribuída a cada candidato naquela seção eleitoral. Uma cópia do boletim pode ser afixada na própria seção, permitindo a conferência pública dos resultados daquela urna. Os dados utilizados na totalização são encaminhados à Justiça Eleitoral por meios próprios e protegidos. A transmissão dos arquivos não é feita pela urna diretamente para a internet.
O TSE explica que os arquivos destinados à totalização são transmitidos por rede privativa e protegidos por mecanismos de segurança e criptografia. Os sistemas também utilizam assinaturas digitais para permitir a verificação da autenticidade e da integridade dos arquivos recebidos. Depois de recebidos e verificados, os dados dos boletins são processados pelos sistemas de totalização da Justiça Eleitoral. O resultado nacional é formado a partir da soma dos resultados das milhares de seções eleitorais existentes no país. Além da proteção tecnológica, o processo possui mecanismos de fiscalização, auditoria e verificação realizados antes, durante e depois da eleição. O conjunto desses procedimentos é utilizado para garantir a segurança, a integridade e a transparência do processo eleitoral brasileiro. Por isso, a Justiça Eleitoral apresenta o sistema brasileiro como uma referência internacional em votação eletrônica.