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ALÉM PARAÍBA PRECISA URGENTEMENTE DE RADARES PARA CONTER O EXCESSO DE VELOCIDADE

Ruas estão sendo transformadas em pistas de corrida e somente fiscalização permanente poderá inibir motoristas e motociclistas irresponsáveis
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A instalação de radares de velocidade em pontos estratégicos de Além Paraíba tornou-se uma medida que precisa ser analisada com urgência pelas autoridades municipais. Os tradicionais quebra-molas parecem já não produzir o efeito necessário para conter motoristas e, principalmente, motociclistas que abusam da velocidade.

Em diversas ruas da cidade é possível observar veículos trafegando em velocidade absolutamente incompatível com as características das vias urbanas. Há ainda registros de ultrapassagens perigosas, circulação pela contramão e outras infrações que colocam em risco a população.

Os maiores prejudicados são os pedestres, especialmente crianças e idosos, que muitas vezes precisam atravessar ruas onde veículos passam em alta velocidade, sem qualquer preocupação com as consequências de uma imprudência.

A Polícia Militar vem realizando importante trabalho de fiscalização e repressão às irregularidades no trânsito. É evidente, entretanto, que nenhuma força policial consegue estar presente ao mesmo tempo em todas as ruas da cidade.

É justamente nesse ponto que os radares podem representar uma importante ferramenta. Instalados dentro das normas legais e devidamente sinalizados, os equipamentos realizam fiscalização permanente e permitem identificar veículos que ultrapassam os limites estabelecidos.

Quem insiste em correr passa a sentir também no bolso as consequências da irresponsabilidade. As infrações registradas pelos equipamentos resultam em multas e pontos na habilitação, conforme a legislação de trânsito.

É verdade que radares costumam ser medidas impopulares. Entretanto, mais importante que a popularidade de uma decisão administrativa é a preservação de vidas.

Além Paraíba já registrou acidentes graves e não pode esperar que novas tragédias aconteçam para somente depois adotar providências.

Quebra-molas isoladamente não resolvem mais o problema. A cidade precisa discutir uma política séria de redução da velocidade, fiscalização eletrônica e educação para o trânsito. Quando está em jogo a vida das pessoas, agir preventivamente é sempre melhor que lamentar depois.