O Governo era o segundo mandato do ex Prefeito Miguel Belmiro de Souza Júnior; Na ocasião através de um conceituado Advogado um grupo empresarial (Lojas 100) buscou a Prefeitura solicitando desta um local para a instalação de uma grande loja e um centro de distribuição em Além Paraíba desde que houvesse um local para o empreendimento que já a princípio geraria cerca de 90 empregos diretos. A Prefeitura fez contato com o proprietário da antiga Fábrica de Tecidos para a cessão do local por venda ou locação do espaço para o novo empreendimento. A proposta foi aceita pelo proprietários da fábrica, há anos paralisada no centro da cidade.
Tudo ia muito bem até que um licenciado em história (licenciado em história não é historiador considerando que para tal é necessário mestrado e doutorado para se ter tal título) questionou a transação. Segundo o delirante indivíduo a Fábrica não pertencia mais aos proprietários. Alegando ter documentos do início do século XX que diziam que a Fábrica deveria ser devolvida ao Município caso não funcionasse como tal, o cidadão ingressou com uma ação civil pública. Na verdade a Fábrica de Tecidos funcionou por décadas fazendo jus ao terreno onde se localiza que de fato havia sido doado pelo Município tempos atrás, no entanto, tendo ela cumprido seu papel não haveria de ser devolvida para o Município. Era um delírio!
Tentativas de acordos foram feitos na justiça mas o indivíduo autor da ação solicitou uma grande quantidade de dinheiro para ser aplicado em ações culturais, pediu grande parte do terreno da fábrica para que a Prefeitura fosse obrigada a construir um mercado municipal e teve ainda os honorários cobrados por seu Advogado, valores altíssimos que também deveriam ser pagos para que o acordo prosperasse. Ante aos absurdos pedidos para a celebração do acordo, o mesmo não foi feito e a ação civil pública continuou tramitando na justiça.
O Grupo Empresarial que iria se instalar na Fábrica e gerar empregos, impostos e desenvolvimento para a cidade simplesmente desistiu. Alegando corretamente que não era possível investir em algo que estava em demanda judicial, os diretores do novo empreendimento simplesmente desistiram, foram embora e mais uma vez a cidade perdeu uma chance de se desenvolver mais. Quanto ao autor da ação civil pública o mesmo segue em Além Paraíba como se não tivesse sidoele que por um delírio com pitadas de megalomania impediu a vinda do empreendimento. Pobre Além Paraíba.
Agora o Tribunal de Justiça de Minas Gerais decidiu que A FÁBRICA DE TECIDOS DONA ISABEL PERTENCE INTEGRALMENTE A SEUS PROPRIETÁRIOS E QUE NÃO HÁ QUE SE DISCUTIR QUALQUER DEVOLUÇÃO DO PRÉDIO AO MUNICÍPIO. OS PRÉDIOS DA FÁBRICA SÃO SE ESPERAVA, PERTENCENTES A SEU PROPRIETÁRIO PODENDO ELE DERRUBAR, VENDER, MONTAR UMA BOATE OU SIMPLESMENTE MANTÊ-LO FECHADO COMO SE ENCONTRA. A DECISÃO TRANSITOU EM JULGADO. NÃO CABE MAIS RECURSO. PONTO FINAL NOS DELÍRIOS e mais uma vez a cidade ficou prejudicada.