Uma nova fake news voltou a circular intensamente nas redes sociais nos últimos dias, desta vez alegando falsamente que a farmacêutica Pfizer teria divulgado um documento afirmando que a vacina contra a COVID-19 poderia causar hantavirose. A informação é mentirosa, não possui qualquer comprovação científica e integra a longa sequência de desinformações que passaram a circular desde o início da pandemia.Especialistas em saúde pública alertam que não existe evidência científica séria relacionando as vacinas contra a COVID-19 ao desenvolvimento de hantavirose, doença rara transmitida principalmente pelo contato com fezes, urina ou saliva de roedores contaminados. A tentativa de associar vacinas a doenças sem qualquer base técnica tornou-se uma prática recorrente em grupos de desinformação nas redes sociais e aplicativos de mensagens.
Desde o início da campanha de vacinação, inúmeras notícias falsas já tentaram desacreditar os imunizantes com alegações absurdas e sem fundamento. Entre os boatos já desmentidos estão falsas informações sobre alterações genéticas, implantação de chips, infertilidade, magnetismo corporal e supostas doenças inexistentes associadas às vacinas. Mesmo após sucessivos desmentidos de autoridades sanitárias e instituições científicas internacionais, conteúdos enganosos continuam sendo compartilhados.As vacinas contra a COVID-19 desempenharam papel fundamental no controle da pandemia em todo o mundo. Graças à imunização em massa, milhões de vidas foram preservadas, houve significativa redução de internações graves e diminuição do número de mortes causadas pelo coronavírus. Médicos e pesquisadores destacam que os benefícios da vacinação são amplamente superiores aos riscos de efeitos adversos, que são raros e continuamente monitorados pelos órgãos de saúde.
Embora o período mais crítico da pandemia tenha passado, o vírus da COVID-19 continua circulando e infectando pessoas em diversos países, incluindo o Brasil. Casos graves ainda são registrados, principalmente entre idosos, pessoas imunossuprimidas e indivíduos que não mantêm a vacinação atualizada. Por isso, autoridades de saúde seguem recomendando doses de reforço para os grupos indicados.A recusa vacinal, alimentada por fake news, representa um risco coletivo importante. Além de aumentar as chances de complicações individuais, a baixa adesão à vacinação favorece a circulação do vírus e pode contribuir para o surgimento de novas variantes.
Profissionais da saúde reforçam que informações sobre vacinas devem ser buscadas apenas em fontes confiáveis, como o Ministério da Saúde, a Organização Mundial da Saúde e instituições científicas reconhecidas. Compartilhar conteúdos sem verificação pode ampliar a desinformação e colocar vidas em risco.