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HANTA VÍRUS: O QUE É, COMO OCORRE O CONTÁGIO E POR QUE NÃO HÁ RISCO DE EPIDEMIA NO BRASIL

Entenda a doença transmitida principalmente por roedores silvestres.
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O Hanta Vírus é um vírus transmitido principalmente por roedores silvestres e pode causar doenças graves em seres humanos. Apesar de despertar preocupação devido aos casos registrados em diferentes países, especialistas e autoridades sanitárias afirmam que não existe risco de epidemia da doença no Brasil.

A infecção ocorre quando pessoas entram em contato com partículas contaminadas presentes na urina, fezes ou saliva de ratos silvestres infectados. O contágio geralmente acontece pela inalação de poeira contaminada em locais fechados, como celeiros, depósitos, galpões, casas abandonadas, paióis ou áreas rurais pouco ventiladas.

No Brasil, a doença mais associada ao Hanta Vírus é a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), considerada rara, porém potencialmente grave. Os primeiros sintomas podem se parecer com uma gripe forte: febre, dores musculares, dor de cabeça, mal-estar e cansaço intenso. Em casos mais severos, podem surgir dificuldades respiratórias importantes, exigindo atendimento hospitalar imediato.

Existem diversas variantes do Hanta Vírus no mundo, cada uma relacionada a diferentes espécies de roedores. Nas Américas predominam os vírus associados à síndrome pulmonar, enquanto em partes da Europa e da Ásia algumas variantes podem provocar febre hemorrágica com comprometimento renal.

No Brasil, algumas variantes identificadas incluem os vírus Araraquara, Juquitiba, Castelo dos Sonhos e Laguna Negra, todos associados a roedores específicos encontrados em determinadas regiões do país. Os casos brasileiros costumam ocorrer de forma isolada e localizada, principalmente em áreas rurais e de mata.

Especialistas destacam que o Hanta Vírus não apresenta capacidade de disseminação ampla entre humanos no Brasil. Diferentemente de doenças respiratórias altamente contagiosas, como influenza ou Covid-19, a transmissão do Hanta Vírus ocorre principalmente pelo contato ambiental com secreções de roedores infectados.

Embora existam registros raríssimos de transmissão entre pessoas em alguns países da América do Sul, especialmente envolvendo determinadas variantes na Argentina e no Chile, esse tipo de transmissão não representa um padrão observado no Brasil.

As autoridades de saúde também ressaltam que a doença possui baixa incidência no país, com número reduzido de casos anuais e monitoramento constante pelos órgãos epidemiológicos. Por isso, não há qualquer indicação de risco de epidemia nacional.

As medidas preventivas continuam sendo a principal forma de proteção. Entre as recomendações estão manter ambientes limpos e ventilados, evitar acúmulo de lixo, impedir a presença de roedores em residências e galpões, além de utilizar máscaras e luvas ao limpar locais fechados que possam conter fezes ou urina de ratos.

Apesar da gravidade potencial da doença, o cenário brasileiro permanece sob controle sanitário, sem sinais de transmissão em massa ou ameaça epidêmica.